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Polícia apura se menina morta pela mãe por ficar ‘sexualmente ativa’ foi estuprada

O caso da menina de 11 anos encontrada morta em Timbó, em Santa Catarina, ganhou novos desdobramentos neste sábado 16.

19/04/2022 08h35
Por: Pedro Henrique Fonte: iBARRAS24HORAS
Reprodução
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O caso da menina de 11 anos encontrada morta em Timbó, em Santa Catarina, ganhou novos desdobramentos neste sábado 16. Isso porque a Polícia Civil divulgou que a mãe da menina confessou, em depoimento, ter matado a filha com socos e chutes.

Segundo a polícia, Luna Nathielli Bonett Gonçalves foi achada morta em casa, na madrugada de quinta-feira 14. Ela tinha sinais de violência pelo corpo.

 

Veja abaixo o que se sabe e o que falta saber sobre o caso.

 

A vítima é Luna Nathielli Bonett Gonçalves, de 11 anos. Ela morava em Timbó, no Vale do Itajaí. O nome foi confirmado pela Funerária Butzke.

Os suspeitos são a mãe e o padrasto da criança, segundo a Polícia Civil.

A polícia informou, neste sábado 16, que os dois suspeitos foram presos temporariamente por 30 dias.

A criança foi encontrada morta em casa, na madrugada de quinta. Na ocasião, o relatório da Polícia Militar apontou que o corpo tinha sinais de violência.

O socorro foi acionado por volta da meia-noite pela mãe e padrasto, e a criança foi encaminhada ao Hospital Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE). A menina chegou à unidade de saúde sem vida.

 

Na quinta-feira, o casal apresentou a versão de que a menina caiu de uma escada após tentar resgatar um gato.

De acordo com os suspeitos, a menina estava consciente e seguiu realizando as atividades normalmente, até a hora de dormir. A dupla afirmou, no entanto, que, à meia-noite, ela começou a passar mal e chamaram os bombeiros.

O que a investigação constatou?

Conforme a Polícia Civil, o laudo da necropsia apontou que os ferimentos no corpo da criança eram incompatíveis com uma queda de escada. Ela tinha diversas lesões internas no crânio, baço, pulmão, intestino e uma laceração na vagina. O rosto da menina também tinha ferimentos.

A perícia feita na casa onde o crime ocorreu encontrou marcas de sangue nas proximidades do quarto da criança, sofá, em uma toalha, fronha e em uma calça masculina.

O que dizem os suspeitos agora?

Considerando as contradições, a Polícia Civil intimou os suspeitos a prestarem depoimento novamente, na presença dos advogados.

De acordo com a delegacia, a mulher confessou que matou a menina como forma de represália, já que não aceitava que a filha havia se tornado “sexualmente ativa”.

O padrasto ficou em silêncio durante o depoimento.

O que falta saber?

A prisão temporária decretada tem prazo de 30 dias. Nesse período, segundo o delegado André Beckman, a investigação prossegue em torno da participação do padrasto na morte da criança, bem como para evidenciar se houve ou não a prática de crime contra a dignidade sexual.

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