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Filho do Sol do Equador

Da Costa e Silva menciona com graça as nossas belezas e riquezas naturais, a partir da importância do rio Parnaíba

19/10/2021 10h03
Por: Redação Fonte: Piauíhoje
reprodução
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O hino do Piauí, composição do imortal poeta amarantino Francisco da Costa e Silva, diz em uma de suas estrofes ao Piauí pertencem nossas vidas, nosso sonho, nosso amor. O verso é repetido três vezes, como que a ratificar com decisão que a nós cabe fazer mais pelo nosso Estado, dando-lhe vida, trabalho e amor.

O poema de Da Costa e Silva olha para o passado, ao lembrar a Batalha do Jenipapo, mencionando que sob o sol de imortal claridade, os piauienses verteram seu sangue pela liberdade da terra e foi o primeiro a lutar por ela no solo brasileiro.

Da Costa e Silva menciona com graça as nossas belezas e riquezas naturais, a partir da importância do rio Parnaíba, cujas águas, banhando toda a vastidão piauiense, espalham pelas várzeas e chapadas um canto de exaltação. Não uma exaltação qualquer, mas um potencial econômico hoje sobejamente conhecido.

Se fala do passado, o poeta mirou no futuro, ao propugnar que o Piauí possa sempre com trabalho produtivo fazer sempre o melhor, dando sua contribuição para que o Brasil seja maior entre as nações.

O que o poeta escreveu como um hino perene para o Piauí bem poderia ser um guia para a vida das pessoas. Passado, futuro e presente estão ali, seja na valorização da coragem e desprendimento de quem começou e lutou pelo Estado, seja na narrativa de suas riquezas e belezas naturais, seja no incentivo ao trabalho, o modo mais seguro de construir o futuro.

A narrativa poética do hino, portanto, pode ser vista com objetividade, sobretudo nestes dias que antecedem a celebração do Dia do Piauí, 19 de outubro, data que em 1823 se confirma como a primeira na adesão do Estado à causa da independência, motivo pelo qual as tropas de Fidié para lá se dirigiram, tendo na volta que enfrentar os piauienses na Batalha do Jenipapo, narrada no hino com o verso: “Nosso sangue vertemos por ti,/Vendo a Pátria pedir liberdade,/O primeiro que luta é o Piauí”.

Os tempos atuais talvez não requeiram o sacrifício físico dos que tombaram em Campo Maior, porém requer sacrifício, estudo, dedicação e esforço, como bem aponta o poeta amarantino ao versejar, sobre nosso Piauí: “Possas tu, no trabalho fecundo/E com fé, fazer sempre o melhor,/Para que, no conceito do mundo,/O Brasil seja ainda maior”.

Álvaro Fernando Mota é advogado. Ex-Presidente da OAB-PI. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses

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