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Justiça arquiva inquérito que investigava morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho

Na decisão também constam os depoimentos das últimas pessoas com quem o ex-gestor teve contato. Firmino Filho foi encontrado morto em frente ao prédio do TCU, em Teresina, no dia 6 de abril deste ano.

02/07/2021 11h14
Por: Helen Mayra Rodrigues Fonte: g1 pi
ilustrativa
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A Justiça determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava a morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), em abril deste ano. O juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos, decidiu arquivar o processo devido à ausência de tipicidade penal - ou seja, não houve crime.

Conforme o documento, o laudo cadavérico concluiu que a morte do ex-gestor foi causada por politraumatismo.

Na decisão também há depoimentos das últimas pessoas que tiveram contato com Firmino Filho. A esposa do ex-gestor, a deputada estadual Lucy Soares (Progressistas), informou que tomou conhecimento da morte dele através de uma amiga.

“Perguntada se havia constatado algo de anormal com Firmino, a depoente afirmou que, desde fevereiro deste ano, notou que a vítima estava muito triste, muito calada, olhando perdido para o tempo. Quando perguntava para o ex-prefeito o que ele tinha, ele apenas dizia estar triste, momento em que a depoente tentava animá-lo. Acerca do motivo da tristeza, Firmino não dizia especificamente o motivo, mas a depoente acreditava ser a saída da prefeitura, após muito trabalhodurante a pandemia, e a nova rotina de trabalho no TCU, bem como o agravamento da pandemia”, relatou o magistrado sobre o depoimento da companheira do ex-prefeito.

A chefe de Firmino Filho no Tribunal de Contas da União (TCU-PI) também foi ouvida pela polícia. Ela contou que o auditor chegou a dizê-la que iria solicitar uma licença médica. A conversa aconteceu três dias antes da morte do ex-gestor.

“Ele relatou a dificuldade de retorno ao trabalho e confessou que estaria em depressão, usando medicamentos que atrapalham sua memória, não conseguindo realizar as atividades de forma satisfatória. Em determinado momento da conversa, a vítima diz que retornou ao trabalho por indicação médica para ocupar a mente com outras atividades, mas que não estava conseguindo acompanhar e iria solicitar uma licença médica, pois estava muito mal e enfatizou outras vezes que 'estava mal'”, comunicou o juiz sobre as declarações dela.

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